Final Fantasy XVI – The Rising Tide

Clive mergulha em uma aventura onde beleza e tragédia caminham de mãos dadas. Em Mysidia, revela‑se um sacrifício que congelou o tempo e deixou marcas profundas em todo do vilarejo

Final Fantasy XVI – The Rising Tide
Final Fantasy XVI — The Rising Tide (2024) — Foto: Divulgação / Square Enix

Sol, praia e mar. À primeira vista, parece que saímos de férias em Valisthea, mas não se engane. The Rising Tide pode ostentar elementos paradisíacos, porém sua história é outra: é o lugar onde o tempo parou por um preço elevado: a dor e o sofrimento de um bebê.

Nesta DLC, somos inseridos em Mysidia, um vilarejo oculto que contrasta com a realidade sombria do mundo de Clive. Somos guiados por Shula, a guardiã local que carrega o drama vivido pelo pequeno Waljas. O bebê foi utilizado em um processo mágico de sacrifício para proteger o vilarejo contra um tsunami devastador. O custo dessa proteção foi o próprio tempo: ele parou, e as pessoas deixaram de envelhecer.

A missão de Clive é libertar Waljas, o que gera uma reflexão interna poderosa. Clive se recorda dos inúmeros escravos usados como moeda de troca ou descarte em prol da magia ao longo da história. Libertar o bebê é, portanto, um resgate do seu próprio passado e de seus ideais.

O clímax é a batalha contra o Eikon Leviatã, que entrega um potencial gráfico cinematográfico e uma dinâmica de combate impressionante. A jogabilidade é feita totalmente com Ifrit e se equipara às grandes batalhas do jogo base, e a trilha sonora proporciona uma imersão incrível, dividindo essa batalha aquática em três atos memoráveis.

Por ser uma DLC, o conteúdo é relativamente curto, cerca de 8 horas para explorar a nova região e concluir os desafios. Reviver mais uma aventura ao lado de Clive, Joshua, Jill e Torgal foi uma experiência agradável, mas tenha em mente: Ainda assim, tenha em mente: embora visualmente profundo, o mergulho acontece em uma piscina rasa.

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Jamie Larson
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